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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 07/12 - Avanço chinês já preocupa montadoras no Brasil
A participação dos chineses no cenário automotivo mundial já começa a representar uma ameaça para o Brasil. Ao mesmo tempo em que o setor no Brasil apresenta ainda importantes diferenciais em relação à China, como a superioridade da qualificação da mão-de-obra e desenvolvimento tecnológico, a rapidez com que montadoras e autopeças avançam na China assusta as próprias multinacionais do setor que investem naquele país.

O presidente da General Motors do Brasil, Ray Young, lembrou recentemente que a Coréia do Sul levou apenas quatro anos para ser um grande competidor no mundo dos automóveis. A GM pretende duplicar a capacidade de produção na China, atingindo 1,3 milhão de veículos por ano - volume quase igual a todo o mercado brasileiro. O plano faz parte de um programa de investimentos de US$ 3 bilhões.

A Volkswagen também já investiu mais de US$ 4 bilhões na China, um mercado que no ano passado passou à frente da Alemanha, assumindo o terceiro lugar no ranking da produção de veículos do planeta.

Por ora, é rara a hipótese de veículos feitos por chineses chegarem até o Brasil. Os países vizinhos são o alvo principal e, além disso, a maior parte das grandes companhias que atuam na China também têm fábricas no Brasil.

No entanto, disputar com os chineses, num futuro não tão distante, os mercados de outros países para onde o Brasil exporta veículos hoje é uma preocupação cada vez mais constante no setor. Os executivos costumam lembrar a vantagem do yuan em relação ao real nas exportações.

No setor de autopeças, a ameaça está mais próxima. Os componentes chineses já começaram a entrar no Brasil, principalmente no mercado de reposição. Pequenos componentes, como lanternas, e também pneus já são vendidos no varejo no Brasil a preços muito mais baratos que os produtos fabricados aqui.

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), de janeiro a outubro o volume das importações de peças para veículos importadas da China aumentou 59,93%, num total de US$ 111,3 milhões. No mesmo período as exportações de componentes fabricados no Brasil apresentaram queda uma queda de 15,78%, num total de US$ 154,3 milhões.

Pesa nessa diferença o fato de o país asiático ter aumentando a nacionalização dos carro que fabrica. Parte do aprendizado, aliás, saiu do Brasil. Algumas montadoras, como a Volkswagen, chegaram a deslocar operários brasileiros para a China quando decidiram instalar linhas de montagem naquele país. O vínculo com o Brasil vem do recente ingresso da população de classe média chinesa no mercado dos automóveis.

As multinacionais do setor que já investiram na China tiveram de fazer alianças com empresas locais. Por meio dessas alianças, os chineses estão aprendendo a fabricar automóveis. Há dois meses, um fabricante de veículos local, a Gely, fez uma estréia mundial ao lançar um novo modelo de carro esportivo no salão do automóvel de Frankfurt, o maior do mundo.

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Em crise, setor automobilístico sofre para ajustar atual produção mundial

A indústria automobilística, um setor que se consagrou como grande empregador e com peso significativo em qualquer economia do planeta, sofre hoje com a necessidade de fazer profundos ajustes estruturais para se adequar a um novo cenário.

Estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers indica que para ajustar a capacidade de produção às necessidades atuais de consumo, as montadoras teriam que fechar um total de 35 fábricas em todo o mundo. Somente com esse corte conseguiriam, segundo os analistas da Price, amortizar os custos de produção, que hoje tanto pressionam as montadoras das regiões desenvolvidas, principalmente nos Estados Unidos.

"É hora de apertar os cintos", afirma o diretor da consultoria, Marcos Almeida. Segundo o consultor, todos os países grandes produtores de veículos dependem hoje da exportação. Haverá, segundo ele, aumento de produção, como também de capacidade. "A questão é saber quem serão os ganhadores e os perdedores daqui para a frente", afirma.

A ociosidade sufoca o setor. Todas as fábricas de veículos do mundo conseguem juntas alcançar a fabricação anual de 77 milhões de veículos. Mas só há consumidores para pouco mais de 60 milhões.

Com o avanço de mercados emergentes, a PricewaterhouseCoopers estima que até 2010 haverá um acréscimo de cerca de 10 milhões de veículos tanto na capacidade como também na demanda em todo o mundo.

Os países asiáticos deverão ser responsáveis por pelo menos a metade dessa produção adicional, sendo que a China, sozinha, arcará com 33% desse total. A América do Sul deverá ficar com 6% desse incremento, segundo os cálculos dos consultores. A Índia deverá ser responsável por 7% do crescimento. Enquanto isso, as multinacionais devem intensificar o movimento, já em andamento, de deslocar as fábricas de veículos dos países desenvolvidos, com maior custo de produção, para os emergentes.

Almeida lembra que as apostas estão bem definidas. Enquanto os japoneses intensificam os esforços para roubar dos fabricantes americanos o maior mercado do mundo, os Estados Unidos, as multinacionais do setor que estão na Europa vislumbram possibilidades de expansão nos países emergentes. Há muitas possibilidades. Hoje, na Índia, um país que começa a expandir a indústria automobilística, somente 14,5% da população tem automóvel.

"Mas o peso da indústria automobilística é alto; por isso, o custo de saída desse setor em qualquer região também é muito alto, principalmente levando em conta o aspecto social", destaca Almeida.

O consultor lembra o movimento "para o sul de Detroit" que começou a se intensificar nos Estados Unidos. Os asiáticos já instalaram as suas fábricas longe do centro de maiores custos dos EUA, atraídos por incentivos fiscais.

"Essa situação coloca o Brasil sob pressão num momento de tão alta competitividade entre os emergentes", afirma o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb. "Há uma necessidade de um setor que não vai bem de buscar consumidores para poder pagar as novas tecnologias e os aumento de custos.

Montadoras mudam avaliação e estimam recordes para 2006

Goldfarb, presidente da Anfavea: previsões de alta do PIB e queda nos juros ajudam a esperar um 2006 com otimismo

A indústria automobilística se prepara para bater novos recordes em 2006. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e queda dos juros leva os fabricantes de veículos a preverem um aumento de vendas de 7,1% no mercado doméstico e um avanço de 4,5% na produção, que, segundo essas previsões, chegará a 2,55 milhões no próximo ano. Em 2005, a produção deve ficar em 2,44 milhões.

O otimismo começou a tomar conta do setor com mais força no quarto trimestre. Novembro foi o melhor mês do ano, com a produção de 213,5 mil veículos, 12% a mais do que outubro e 5,8% acima de novembro de 2004, uma época em que o setor já desfrutava de bom desempenho.

Com o ritmo acelerado das linhas de montagem, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já fechou as previsões para este ano e também para o próximo.

Os brasileiros estarão ainda mais confiantes para financiar veículos em 2006, segundo essas estimativas. A Anfavea calcula a venda de 1,82 milhão de unidades no país no próximo ano, o que representa crescimento de 7,1%, avanço semelhante o deste ano, quando os volumes de vendas ficarão 7,7% acima do total de 2004.

"Vemos 2006 com otimismo e com ritmo que seguirá a tendência do último trimestre de 2004", afirma o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb. O dirigente diz que a força do setor se sustenta nos carros de passeio comerciais leves. O mesmo não acontece no segmento de caminhões, que registram desaceleração, como outros bens de capital.

A previsão para as exportações provocou uma surpresa ontem, na reunião que a Anfavea marcou com a imprensa para detalhar os resultados do setor. Depois de diversos pronunciamentos de presidentes de grandes montadoras, há poucas semanas, prevendo quedas de volumes das vendas externas de 2006, a entidade que representa o setor apontou ontem a expectativa de uma receita maior em 2006.

Fiat , General Motors e Volkswagen , os maiores exportadores de automóveis, estão contando com retrações que variam de 13% a até 30% nos volumes vendidos em outros países em 2006. Ontem a Anfavea apresentou a previsão de aumento de receita com exportações. O faturamento com vendas externas, que já havia superado os cálculos mais de uma vez, chegará a US$ 11,2 bilhões, um avanço de 33,6% em relação a 2004.

Para 2006, a entidade estima US$ 11,5 bilhões. Golfarb explica que as divisas podem engrossar em razão da expectativa de aumento de vendas externas de caminhões, um produto bem mais caro que o automóvel.

O clima de comemorações com que a indústria automobilística encerra este ano está bem mais festivo do que em ocasiões anteriores. A mesma Anfavea fechou 2004 traçando crescimentos mais modestos do que os números confirmam agora. A expectativa inicial era elevar a produção em 5,4% e as exportações em 7%. O resultado real indica avanços de 10,4% e 33,6% nas vendas externas.

Poucas vezes a indústria automobilística deixou passar uma reunião com a imprensa sem se queixar dos aumentos de custos com matérias-primas ou carga tributária. A exceção ontem ficou por conta da queixa contra a variação cambial, apesar das previsões otimistas.
Fonte: Valor Econômico

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