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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 05/12 - Impostos para importação de veículos podem cair
O Brasil pode realizar um corte em suas tarifas médias legais sobre importações, mas o esforço pode não ser suficiente para fazer com que se evite o colapso das negociações da Rodada Doha, segundo reportagem desta segunda-feira do diário financeiro americano "The Wall Street Journal".

Segundo o "WSJ", as tarifas no setor automobilístico, por exemplo, podem ficar um pouco acima de 20%, contra os atuais 35%. "Mas as tarifas industriais reais do Brasil --em oposição aos limites técnicos e legais-- podem cair bem menos", de 11% para 9,8% e alguns dos setores industriais mais sensíveis ficariam de fora dos cortes, "como propôs a Europa em sua oferta sobre tarifas agrícolas", destaca o jornal.

"Representantes da União Européia informaram durante o fim de semana que ainda têm de receber a oferta do Brasil, mas, quando ficaram sabendo das declarações de Amorim, disseram que os cortes propostos não devem melhorar o acesso [ao mercado brasileiro] para empresas européias", diz a reportagem.

As ofertas foram informadas ao diário americano no sábado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, como tentativa de salvar a Rodada Doha de um novo colapso --como aconteceu em 2003, após a reunião em Cancún (México).

As ofertas foram apresentadas pouco mais de uma semana antes do início da próxima reunião ministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio), que acontecerá entre 13 e 18 deste mês, em Hong Kong.

País fechado

"O Brasil tem feito esforços para tornar sua economia mais competitiva, mas permanece um dos mercados mais fechados do mundo", afirma o "WSJ", que cita uma pesquisa da consultoria AT Kearney que classifica o Brasil na 57ª posição em um ranking de 62 países sob o aspecto de abertura da economia. "Mesmo sendo a 12ª maior economia do mundo, o Brasil responde por apenas 1,1% do comércio mundial."

Amorim disse que os planos de redução de tarifas dependem de esforços maiores de parte dos EUA e da União Européia (UE) em reduzir seus subsídios agrícolas. Segundo ele, o corte médio de 38% proposto pela UE não é suficiente.

O ministro diz que precisa de propostas melhores por parte dos parceiros econômicos para poder "vender" as negociações da rodada "a um público brasileiro preocupado com seu impacto na economia". "Não há modo no mundo de eu vender uma rodada [de negociações] onde nós cortamos mais em [tarifas de] bens industriais que os outros em bens agrícolas", disse Amorim ao "WSJ".

Setor automobilístico

O setor mais sensível da economia brasileira é o automobilístico, destaca o diário americano, protegido com tarifas de importação de 35%. Uma redução nessas tarifas para tirar a rodada do atoleiro tornaria os carros importados mais baratos para os consumidores e ameaçar os empregos na indústria automobilística do país.

Amorim disse, no entanto, que a mudança nas tarifas do setor não serão tão drásticas a ponto de fazer com que as empresas saiam do país. Em outros setores, ainda é preciso avaliar a vulnerabilidade das empresas brasileiras.

A Rodada Doha de negociações foi lançada na cidade de Doha (capital do Qatar) em 2001. Em 2003, no entanto, as negociações entraram em colapso na reunião realizada em Cancún (México), devido ao impasse sobre tarifas agrícolas.

A data para conclusão das negociações da rodada era dezembro do ano passado. A expectativa era de que os trabalhos viessem a ser concluídas na reunião deste mês em Hong Kong, mas os parceiros mais envolvidos nas negociações, como Índia, Brasil, EUA e a União Européia, já demonstram terem abandonado a idéia de concluir a rodada neste ano e esperam resultados apenas em 2006.
Fonte: Folha Online

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