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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 24/11 - Copom reduz a taxa básica de juros
Confirmando a expectativa do mercado financeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, por unanimidade, reduzir a taxa de juros da economia brasileira, a Selic, em 0,5 ponto percentual, para 18,5% ao ano. O viés não foi adotado, ou seja, os juros não poderão ser alterados até a próxima reunião do grupo. Este já é o terceiro mês seguido que o Comitê corta a taxa.

"Avaliando que a flexibilização da política monetária neste momento não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) para 18,5% ao ano, sem viés", afirmou o Copom por meio de nota.

A trajetória da inflação, que para este ano e para 2006 continua próxima da meta, foi a principal responsável pela decisão do Copom. Na última pesquisa feita pelo BC com analistas, a previsão era de um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE) de 5,53% neste ano. Para o ano que vem, eles esperam uma inflação de 4,55%.

Esta é a terceira queda da Selic desde abril de 2004, quando o comitê endureceu a política monetária e, em seguida, passou a elevar a taxa. De setembro de 2004 a maio de 2005, a Selic foi elevada de 16% para 19,75%. Em junho, julho e agosto deste ano ela estava sendo mantida, com a justificativa da inflação. Mas em setembro a Selic foi reduzida em 0,25 ponto percentual.

A taxa Selic é um instrumento monetário utilizado pelo governo federal para conter a pressão inflacionária. Por meio da alta dos juros, a equipe econômica tenta frear o consumo da população e inibir a expansão dos preços. A definição da taxa leva em conta a previsão da inflação para os próximos 30 dias e as tendências momentâneas de queda ou elevação nos preços da economia.

Na quinta-feira da próxima semana o Copom divulgará a ata da reunião ocorrida nesta terça e quarta-feira.

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Por unanimidade, Banco Central reduz juros básicos de 19% para 18,5% ao ano

Dando continuidade ao "processo de flexibilização da política monetária", explica a nota do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, foi decidida a redução da taxa do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) – usada como referência básica para os juros cobrados por bancos. A Selic foi reduzida de 19% para 18,5% ao ano.

A decisão foi tomada "por unanimidade", segundo a nota. Em setembro, o Copom havia feito um corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa de 19,75% para 19,5%. Em outubro, baixou a Selic em 0,5 ponto – a maior queda desde 2003. Este mês, voltou a fazer a mesma redução.

Ciesp diz que desaceleração da indústria justificaria corte de 1 ponto da Selic

Boris Tabacof, diretor do departamento de economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), acredita que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa básica de juro em 0,5 ponto percentual não tem relação com "com o lado real da economia".

Para Tabacof, a redução do nível de atividade industrial evidencia a necessidade de um corte mais amplo, da ordem de 1 ponto, para que possa haver uma recuperação do setor produtivo, com aumento do investimento. Ele lembra que o desaquecimento econômico já reflete em taxas negativas de emprego na pesquisas feita pela entidade em outubro.

"Tamanha renitência fará o PIB crescer menos de 3,0% este ano" prevê Tabacof, considerando o percentual muito baixo se comparado com a expansão prevista para a economia mundial, que deverá apontar aumento de cerca de 4,5% em 2005.

Diante desse ritmo de corte de juro, Tabacof avalia que é difícil ter expectativas melhores para o próximo ano. "Resta aguardar para ver o que a política fiscal mais frouxa poderá fazer pela retomada do crescimento", acrescenta.

Fiesp classifica corte de juro de "pífio" e "decepcionante"

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manteve o tom crítico em relação ao Banco Central ao comentar o corte do juro básico da economia em 0,5 ponto percentual, para 18,50% ap amp. Para o presidente da entidade, Paulo Skaf, a redução do juro foi "pífia" e "decepcionante".

"A Fiesp aguardava clara sinalização de alteração da velocidade de queda da Selic", disse o representante dos industriais paulistas em nota divulgada à imprensa. "Não há explicação para a pífia redução de 19% ao ano para 18,5% ao ano", completou. Para o presidente da Fiesp, a decepção com o resultado da reunião do Copom confirma "a existência de imenso fosso entre o pensamento do Banco Central e a filosofia dos setores produtivos".

"Resta o consolo de que, com menos reuniões do Copom no ano novo, deverá reduzir-se proporcionalmente o número de decepções programadas para 2006", ironizou.

Centrais sindicais aprovam redução da Selic, mas vêem risco para emprego

As centrais sindicais aprovaram a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) de reduzir a taxa básica de juros de 19% para 18,5% ao ano, mas disseram que ela ainda atrapalha o processo de geração de empregos.

Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, Paulinho, o Copom precisa aplicar "doses bem maiores". "A decisão de reduzir a taxa básica de juros para 18,5%, apesar de acertada, continua sufocando o setor produtivo, prejudicando o crescimento econômico e a criação de novos postos de trabalho", disse.

"Ainda continuamos com a mais alta taxa do mundo. E os responsáveis por isso alegam ser essa a maneira de controlar a inflação."

A CUT (Central Única dos Trabalhadores) informa em nota que considera a queda da taxa básica de juros positiva "mas ainda extremamente tímida". "A CUT insiste que juros altíssimos atrapalham o processo de geração de empregos e são aliados da concentração de renda", diz a central.

Força Sindical fala em dose maior no corte de juro e pede substituição de Palocci

Ao comentar a redução de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, para 18,5% ao ano, o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, definiu que o Copom "tem ministrado o remédio para a economia brasileira gota por gota, quando é preciso de doses bem maiores". Apesar de ter classificado como "acertada" a atitude de cortar a Selic hoje, o sindicalista ressaltou que o juro alto "continua sufocando o setor produtivo".

"Ainda continuamos como a mais alta taxa do mundo. E os responsáveis por isso alegam ser essa a maneira de controlar a inflação. No entanto, o ano está quase no fim e só vimos o PIB ficar abaixo da média mundial. Lamentável presenciar os banqueiros e especuladores favorecidos e os trabalhadores punidos", afirmou.

Na nota, Paulinho chegou a mencionar o nome de Antonio Palocci, pedindo a substituição do ministro da Fazenda. "Foi preciso que membros do alto escalão do governo, com destaque atualmente para a peça chave da economia, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, fossem envolvidos em denúncias de corrupção e irregularidade para o governo começar a ter alguma consciência, ainda que ínfima, sobre a situação", diz a nota. "Reiteramos a necessidade de Palocci ser substituído. É evidente a falta de credibilidade do ministro. Ele está enfraquecido politicamente, o Brasil é muito maior que ele".

Corte da Selic confirma previsão do mercado, mas não atende varejo, diz ACSP

Embora concorde que a decisão do Banco Central (BC) de cortar a Selic em 0,5 ponto percentual, para 18,50%, "veio ao encontro das expectativas do mercado financeiro", a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ressalvou que a ação "não atende ao que esperavam os agentes econômicos envolvidos nas atividades de produção e distribuição, bem como os de prestação de serviços".

Em nota, a associação reiterou que aguardava uma sinalização mais positiva do BC para tentar reverter a desaceleração observada em outubro e novembro no varejo. A expectativa baseava-se nos indicadores de inflação, mais próximos da meta, e nos da atividade econômica, que mostram a desaceleração do consumo, segundo a nota.

"Lamentamos que o Banco Central tenha perdido mais uma oportunidade para acelerar a queda dos juros, o que poderá comprometer o desempenho da economia no início do próximo ano", afirmou Guilherme Afif Domingos, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Para CNI, Copom perdeu oportunidade de promover corte maior da taxa

Ao reduzir a taxa de Selic para 18,5% ao ano, o Banco Central perdeu oportunidade de promover uma redução mais forte da taxa de juros. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, para quem a desaceleração da indústria, associado ao dólar mais baixo e a inflação sob controle, seria justificativa suficiente para uma decisão menos conservadora por parte do Comitê de Política Monetária (Copom).

Para ele, o cenário econômico permite uma queda de pelo menos um ponto percentual no juro primário. Conforme técnicos da entidade, a decisão de reduzir a taxa em apenas 0,50 ponto percentual é alinhada com o perfil de atuação do colegiado, considerado "gradualista", mas "está aquém do que é possível".

De acordo com a CNI, a principal justificativa para um posicionamento mais flexível está na perda de ritmo da atividade econômica e da produção industrial. Além disso, a entidade avalia que não está sendo observado um aumento do consumo e os índices de inflação continuam se mantendo dentro das metas do Banco Central.

A CNI destaca, ainda, que um corte mais agressivo da taxa de juros é importante não só para controlar a inflação, mas também para dar "maior consistência à estabilidade macroeconômica, com o aprofundamento da política fiscal como âncora da estabilidade".
Fonte: Agência Brasil / DGABC / Valor

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