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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 09/11 - Acesita vai ampliar sua produção de aço silicioso
Maior fabricante de aços especiais do país, a Acesita vai investir R$ 95 milhões para ampliar em 50% sua capacidade de produção de aços siliciosos, das atuais 200 mil toneladas por ano para 300 mil toneladas anuais a partir de 2008. O produto, aplicado em equipamentos do setor elétrico, como transformadores, vem apresentando forte demanda e tendência de alta nos preços.

No terceiro trimestre deste ano, quando todos os itens comercializados pela Acesita registraram declínio nas vendas no mercado interno, os siliciosos foram exceção. Na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas do aço silicioso de grão não orientado, chamado de GNO, cresceu 13,4%.

O anúncio do investimento foi feito ontem, em Belo Horizonte, pelo presidente da empresa, Jean-Philippe Demael. O executivo está otimista sobre o potencial de crescimento dos siliciosos, puxados pelos projetos de expansão no setor de energia elétrica.

A siderúrgica, controlada pela Arcelor, vai investir ainda outros R$ 35 milhões na melhoria da sua rede de distribuição de aço inoxidável, com a abertura de um centro de serviços em São Paulo. Para o futuro, segundo Demael, a Acesita poderá abrir centros em países do Cone Sul. No total, a empresa investirá R$ 130 milhões entre 2006 e 2008.

O balanço divulgado ontem mostra queda de 21,5% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2005 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado líquido foi de R$ 181,4 milhões de julho a setembro. No ano passado, o lucro no mesmo período chegou a R$ 231,1 milhões. A margem lajida ficou em 25,8%, contra 35,1% no mesmo período do ano passado.

"Foi um resultado excepcional se comparado com a performance do mercado de siderurgia, a queda foi menor do que os analistas previam", comentou o diretor de finanças, Gilberto Audelino Correa. No acumulado até setembro, o lucro líquido somou R$ 546,8 milhões, valor 29,5% maior que o do mesmo período de 2004.

De acordo com as informações da empresa, os distribuidores de aços inoxidáveis reduziram seus pedidos, adiando encomendas na expectativa de que conseguirão preços mais baixos no quarto trimestre. As indústrias também diminuíram as encomendas em decorrência, principalmente, da queda das exportações provocada pelo câmbio. No mercado externo, a demanda também registrou retração. As vendas totais foram 9,5% menores no terceiro trimestre de 2005 em relação ao mesmo período do ano passado.

Demael, que assumiu a presidência há poucos meses, disse que um dos seus principais desafios será reduzir custos, para garantir que a indústria tenha estrutura de custos tão competitiva quanto a das melhores do seu setor.

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Baosteel adia construção de usina para o ano que vem

O grupo chinês Baosteel, que planeja investir US$ 2,5 bilhões na construção de uma usina siderúrgica no Brasil, mais precisamente em São Luís, no Maranhão, em parceria com a francesa Arcelor e a multinacional brasileira Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), confirmou o adiamento da implantação do projeto, que previa a produção de quatro milhões de toneladas de aço, destinada ao mercado externo.

O excesso da oferta global de aço, o que tem forçado as siderúrgicas chinesas a reduzir a produção, é a razão que motivou a companhia a prorrogar o projeto, conforme anúncio feito pela presidente da Baosteel, Xu Lejiang, ontem, durante entrevista coletiva em Xangai.

No Maranhão, o secretário estadual de Indústria e Comércio, Ronaldo Braga confirmou o adiamento, mas ressaltou que as obras deverão começar no segundo semestre de 2006. "O projeto foi adiado para o ano que vem por que todas as ações que seriam realizadas em 2005 não serão mais ser possíveis.", disse Ronaldo Braga.

A presidente da Baosteel destaca também que a empresa estuda a viabilidade do projeto, pois encontra entre outros fatos dificuldades para a aquisição de terrenos, certificações ambientais e também por conta da alta carga de impostos. Apesar do anúncio do adiamento, o governo do Maranhão deve formalizar a doação do terreno de mil hectares para a implantação da usina siderúrgica da até o próximo mês, segundo informou Braga.

Ele disse estar confiante de que os vereadores da Câmara Municipal de São Luís possam aprovar o Projeto de Lei que transforma a área destinada de zona rural para industrial. O projeto de lei, segundo o secretário, já tem data marcada para entrar em votação, no próximo dia 16, quando representantes dos três grupos de investidores vão estar reunidos com o governador do estado.

A votação do projeto de lei vem se arrastando desde o mês de abril. Ao longo deste período, estavam previstas quatro audiências públicas para discutir o assunto, mas acabam sendo realizadas 13. O projeto já passou pelas comissões de Meio Ambiente, de Saúde e Educação e seguirá ainda para análise da comissão de Planejamento da Câmara.

Remoção de moradores

Entre as ações que estavam previstas para este ano, estava a construção do bairro que vai abrigar 611 moradores a serem remanejados do terreno que vai dar lugar à siderúrgica. A construção, conforme Braga, era para ser concluída até o próximo mês. O adiamento do projeto já havia sido previsto aos empresários maranhenses, que aguardam ansiosos pela implantação da siderúrgica. Em reunião no último dia 27 com representantes da Vale, Arcelor e Baosteel, no Rio de Janeiro, o presidente da Associação Comercial do Maranhão, José Barbosa Belo, e da Federação das Indústrias do Maranhão, Jorge Mendes, foram informados que haveria uma dilatação do prazo de implantação do projeto em São Luís. Segundo Belo, os investidores informaram aos empresários que, o que está causando problema é a demora na votação que feita pelos vereadores de São Luís.

Fonte: Valor Econômico

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