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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 08/05 - Máquina barata busca ativar demanda fraca
Fabricantes de máquinas para setores em ritmo desacelerado, como indústria calçadista, construção civil e agrícola desenvolvem produtos de menor valor agregado, redobram esforços para reduzir preços e diversificam a produção para atender setores mais dinâmicos. É o caso das empresas Miotto , Máquinas Metal , Jumil e Neuman & Esser . Mesmo equipamentos estrangeiros, favorecidos pelo câmbio, têm redução de encomendas, dizem importadores como a Okuma.

Líder brasileira em extrusoras, para fios elétricos e tubos de PVC, a Miotto planeja lançar em agosto uma segunda linha, 30% mais barata. “Os clientes exigem preços menores, mesmo com menos sofisticação e capacidade de produção. Não adianta termos a melhor máquina, se está acima da demanda”, avalia Enrico Miotto, presidente da empresa que leva seu nome. A aposta em uma nova marca, com componentes menos robustos, deverá preservar a imagem de sofisticação da firma. Com 35 conjuntos de extrusão montados em 2005, a Miotto pretende repetir o número, que deve se restringir a 10 neste semestre.

A redução de horas de trabalho e encargos é o foco para conter custos em 15%, em todas as áreas da empresa. Na engenharia, a mudança na fabricação de uma hélice misturadora permitiu reduzir custos em 40%. “A peça era soldada, usinada e torneada, o que demanda mão-de-obra. Agora será fundida, fato que exigirá mudanças em outras linhas para ganhar escala”, diz Miotto.

De acordo com ele, a produção tende a ser mais seriada, o que é contraditório, dado que a versatilidade das encomendas é vantajosa para o cliente e uma proteção ante produtos importados. “A extrusão é a área de máquinas para plásticos que menos sofre com os chineses”, diz. A empresa avalia terceirizar a usinagem de menor precisão, depois de transferir todos os serviços, como restaurante e recursos humanos.

Segundo Valter Broda, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), as associadas lançam produtos com menor número de funções e vida útil redimensionada. “A máquina costuma ser projetada para durar mais que sua adequação tecnológica”, diz. Para ele, o setor tende a ser mais competitivo ao manter as configurações básicas, o que não implica perda de qualidade.

A Máquinas Metal, fabricante gaúcha de equipamentos para o setor calçadista, desenvolve produtos com menor uso de matéria-prima e energia elétrica. Além disso, a empresa diversifica sua produção com equipamentos para a indústria de construção civil, que tende a crescer mais este ano, de acordo com a diretora-geral da firma, Gudrun Michel.

Segundo ela, as máquinas chinesas ainda não invadiram o mercado brasileiro, pois os calçadistas não têm recursos para adquirir os equipamentos. “Podemos oferecer diferenciais, mas o mercado está difícil”. No exterior, a China tem se mostrado forte concorrente, produzindo sapatos e máquinas de fabricação a um preço mais baixo. Nos últimos cinco anos, a Metal cortou cerca de 40% dos custos, com o aumento da terceirização e a redução de mão-de-obra.

A Jumil, uma das maiores fabricantes de implementos agrícolas, tem 12 novos produtos para pequenas áreas, a serem lançados a partir da Agrishow, neste mês, em Ribeirão Preto. “São máquinas básicas, para a agricultura familiar e nichos como fruticultura e hortaliças. Maior valor agregado só é ganho com opcionais”, explica a gerente de vendas Patrícia Crivelente. As máquinas de pequeno porte devem responder por 75% das vendas neste ano, ante 20% em 2004.

A empresa tem meta de reduzir custos de insumos em 7% em dois meses, negociando com fornecedores. “É preciso estudar caso a caso, das peças à tinta. Se repassamos a redução de custo, podemos ganhar escala e aliviar toda a cadeia”. A mesma economia deve ser obtida com padronização de peças e enxugamentos na engenharia. A perspectiva é de redução de faturamento de 30%, ante US$ 50 milhões em 2005.

Prestes a realizar um investimento em uma nova unidade na capital mineira, a Neuman & Esser América do Sul vem sendo obrigada a reduzir o valor dos contratos em pelo menos 25%, nos últimos meses. “O preço hoje vem sendo decisivo no fechamento dos contratos”, diz Marcelo Luiz Moreira Veneroso, representante da empresa. Localizada em Contagem (MG), a fabricante de compressores e periféricos também viu sua margem cair pela metade.


Importações

Mesmo as encomendas de máquinas importadas caíram cerca de 5% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2005, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), que responde por até 40% das vendas de máquinas ferramenta. “Houve um volume 7% maior de importações, mas referentes a pedidos feitos quatro ou seis meses antes”, diz Alcino Bastos, diretor da associação. Para ele, “os importadores são mais beneficiados com o crescimento do mercado que com a redução dos preços dos produtos, diretamente proporcional à cotação do dólar”.

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) indica que a importação de bens de capital cresceu 10% no primeiro trimestre, chegando aos US$ 2,27 bilhões. “Os maiores aumentos são de produtos de baixo valor, vindos da China, da Tailândia e da Coréia. Mas a importação não implica choque de produção. A participação das máquinas nacionais no consumo interno cresceu de 58% para 62%, de 2004 para 2005, proporção que se mantém”, diz o presidente da entidade, Newton de Mello. O consumo interno caiu de R$ 12,57 bilhões para R$ 12,52 bilhões, no trimestre.

Ainda segundo Bastos, diretor da Abimei e gerente da Okuma Latino Americana, importadora de máquinas-ferramenta da mesma marca japonesa, as encomendas caíram 15% no primeiro trimestre. “São máquinas usadas por grandes exportadores, que estão reticentes em investir”. Na feira da Mecânica, neste mês, em São Paulo, a empresa lança um controle numérico de arquitetura aberta e alta conectividade. A perspectiva é de aquecimento no segundo semestre.
Fonte: DCI

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