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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 02/05 - Brasil concorrerá com China em automóvel
A decisão da indústria brasileira de concentrar a produção de veículos compactos e de baixa cilindrada abre flanco para uma invasão de produtos chineses em três ou quatro anos, semelhante à que já está ocorrendo com o setor de autopeças. Segundo Letícia Costa, sócia presidente da Booz Allen Hamilton , os veículos chineses deverão chegar ao Brasil, embora ainda levem algum tempo para concorrer em pé de igualdade com os modelos nacionais. “No início, a probabilidade é de que os automóveis chineses sejam como os russos da Lada, mas em três ou quatro anos o país asiático será um grande exportador”, diz.

A tendência da indústria brasileira de produzir carros compactos é reforçada agora com a entrada em vigor dos acordos comerciais com o México, o Uruguai e a Argentina. A partir de 2007 o País terá acordo de livre-comércio com os dois primeiros e as negociações com a Argentina seguem entre os dois países em reuniões quinzenais. O prazo para a renovação expira em junho, quando, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) , Rogelio Golfarb, deve haver uma definição. Atualmente, a cota entre Brasil e México é de 256 mil veículos livres de impostos por ano. Com o Uruguai são 20 mil e com a Argentina, para cada US$ 1 importado, o Brasil pode exportar US$ 2,40.

A Anfavea já demonstra preocupação com a expansão chinesa. Golfarb acredita que em poucos anos os asiáticos alcançarão boa qualidade na produção. “No início também não tínhamos qualidade, a adquirimos com tempo e pesquisas. E eles estão ‘importando’ engenheiros nossos”, diz. Richard Dubois, sócio da Trevisan Consultores , concorda quanto à qualidade de produção dos chineses e acrescenta que os custos de produção são imbatíveis. “A China, pelo volume e características da população, acabará se especializando na produção de carros compactos, criando uma concorrência direta com o Brasil”, diz.

Segundo Golfarb, o Brasil se especializou e investe na produção de carros populares. A Ford lançará em 2008 um novo modelo de entrada, com preço inferior ao do Ka, visando também a exportação. O presidente da Ford no Brasil, Barry Engle, diz que há espaço para carros pequenos no mercado mundial. “Precisamos aproveitar o know-how que temos desse tipo de produto para explorar esse nicho”, diz.

Richard Dubois vê também na Europa o principal destino das exportações brasileiras, além da América Latina: “30% do mercado europeu é de carros compactos parecidos com os produzidos aqui”, diz. A penetração no mercado norte-americano é difícil. “Nossa escala de produção não permite carros grandes ou médios. Para compensar, o volume deve ser na faixa de 300 mil automóveis por ano”, diz.

Segundo o presidente da Anfavea, “o México tem sua produção especializada no mercado norte-americano, por isso fabrica veículos maiores”. Dados da Associación Mexicana de la Industria Automotríz (Amia) apontam que, das 515,7 mil unidades produzidas no México no primeiro trimestre, 356,4 mil foram exportadas para os Estados Unidos e Canadá. Golfarb conta que os mexicanos são o segundo maior cliente do Brasil, atrás apenas dos argentinos. Só a Ford exportou 78,9 mil unidades do Fiesta, Fiesta Sedan, Ecosport, Ka e Courier no ano passado. A Volkswagen enviou 55,9 mil unidades do Saveiro, Polo Sedan, Golf A4, Gol, Fox e Crossfox. A Honda exportou cerca de mil unidades do Fit somente no último trimestre do ano passado. Do México para cá chegam o Fusion, sedã de luxo da Ford, assim como o Accord, da Honda .

A Volkswagen , que já traz o Bora e o New Beetle, passará a importar o Jetta, e fontes do mercado apontam que a General Motors iniciará as importações com a picape Avalanche, embora a montadora ainda não confirme. “A estratégia é produzir carros pequenos e importar carros maiores e de luxo”, diz Engle.

Ao passo que a América define suas estratégias de produção, os chineses anunciam novos investimentos. Agências internacionais informam que a Geely , primeiro fabricante privado de automóveis do país, construirá de uma fábrica com capacidade de produzir 1 milhão de automóveis por ano, visando também a exportação. Os investimentos ultrapassarão US$ 2,3 bilhões. Juntando as suas seis outras plantas na China, a montadora pretende produzir 2 milhões de carros por ano. Ao mesmo tempo, a Shangai Automotive , parceira chinesa da General Motors e da Volkswagen, investirá US$ 1,2 bilhão em duas fábricas, uma de carros e uma de motores, e em desenvolvimento de produtos. O plano é, já em 2007, produzir um carro para o mercado interno, com exportação para a Europa. Pelas projeções iniciais, serão produzidos 120 mil veículos por ano, com previsão de chegar a 300 mil anuais até 2010.
Fonte: DCI

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