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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 13/03 - Montadoras temem perda de proteção
A demanda da União Européia e dos Estados Unidos na área industrial aumenta os temores do setor no Brasil. Bruxelas e Washington defendem para os países em desenvolvimento uma fórmula para o corte das tarifas com coeficiente 15. Quanto menor o coeficiente, maior a redução de alíquota. Isso significaria uma redução média de 65% nas tarifas consolidadas no Brasil e de cerca de 30% nas tarifas que hoje são praticadas pelo país.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogélio Golfarb, não escondeu em Londres a preocupação com os rumos da negociação. O setor é um dos poucos em que a tarifa de importação aplicada é de 35%, idêntica à consolidada, que é a tarifa máxima que o país se comprometeu a adotar quando entrou na OMC.

Golfarb argumentou que a capacidade ociosa na indústria automotiva é de 25%, todo mundo procura novos mercados e a pressão competitiva aumenta. "´O Brasil precisa obter o máximo de tempo para uma redução muito gradual de suas tarifas", disse.

Além de não ter feito oferta formal na área industrial, o Brasil insistiu na importância de definir produtos sensíveis no setor. O Japão apresentou uma simulação prevendo que 10% das linhas tarifárias de países como o Brasil teriam corte tarifário menor. Concluiu que o coeficiente 15 na fórmula de corte tarifário reduziria a tarifa média consolidada no Brasil em 56% e a realmente aplicada em 25%. Os países mais ricos, que já têm alíquotas industriais médias de 3,3%, cortariam as tarifas em até 88%.

Em Londres, os brasileiros voltaram a acenar apenas com a possibilidade de aceitar um coeficiente 30, que significaria um corte de 50% na tarifa consolidada e de 5% na média das alíquotas aplicadas. Americanos e europeus recusam a idéia.

O representante comercial dos Estados Unidos, Robert Portman, insistiu na importância de abertura dos mercados do Brasil e da Índia. Durante entrevista coletiva, ao mencionar oportunidades comerciais de "bilhões", ele demonstrou que não sabia os nomes das moedas dos dois países. "É real", soprou o chanceler brasileiro, Celso Amorim, para o colega americano. Todo mundo caiu na gargalhada.
Fonte: Valor Econômico

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