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Sabado, 16 de Outubro de 2021
Notícia : 23/02 - Volks pode gerar 948 novas vagas, diz Sindicato
Um levantamento divulgado quarta-feira pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) aponta a necessidade de novas contratações na Volkswagen de São Bernardo. O estudo tem por base o volume de horas extras realizado em 2005 e mostra que poderiam ser gerados até 948 novos empregos na fábrica caso a montadora optasse por novas contratações – ao invés de adotar essa jornada extraordinária. A unidade conta hoje com 12,4 mil funcionários.

Segundo essa análise, o montante gasto pela Volks no pagamento de horas extras no ano passado, de R$ 39 milhões, poderia ser utilizado na admissão de 948 pessoas. Para chegar a esse número, a entidade levou em consideração o salário médio pago na linha de produção – de R$ 2,4 mil –, mais os encargos trabalhistas pago pela empresa.

O estudo também avalia, isoladamente, o total de 780 mil horas usadas pela empresa durante o ano passado para manter essa jornada extraordinária. Nessa situação, a quantidade de contratações necessárias cai para 407 empregados. O cálculo se baseou em quanto cada funcionário da empresa trabalha por ano, em jornada regular de 40 horas semanais.

"Isso prova que a nossa reivindicação por mais contratações no ano passado era sensata e necessária", disse o presidente do sindicato, José Lopez Feijóo, ao se referir sobre o pleito feito em abril de 2005, devido à entrada do Fox Europa na linha de produção da fábrica. A Volkswagen não comentou o assunto.

O pedido foi feito publicamente por Feijóo durante as comemorações da produção de 15 milhões de veículos da montadora. O fato causou constrangimento junto à direção da empresa, por ter ocorrido na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na ocasião, o sindicato apontava que era preciso admitir pelo menos 350 trabalhadores devido à jornada excessiva de trabalho. A reivindicação chegou a ser negociada com a Volks, mas não obteve êxito. "A Volkswagen sempre se manteve irredutível nesse assunto", relembrou Feijóo.

A análise do sindicato aponta a mesma tendência da pesquisa do Dieese, feita a pedido da CUT. Esse levantamento mostra que 78% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras. O estudo envolvendo a Volkswagen também é anunciado num momento em que a categoria começa a discutir a renovação do acordo de estabilidade na montadora, que vence em novembro.


Empresa antecipa o 13º sexta-feira

A Volkswagen decidiu antecipar para sexta-feira o pagamento da primeira parcela do 13º salário aos 12,4 mil funcionários da fábrica de São Bernardo. Só com esse adiantamento, a montadora deverá desembolsar cerca de R$ 14,8 milhões, segundo projeções do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT).

O valor a ser pago representa 17,61% do orçamento de Ribeirão Pires para este ano, que é de R$ 84,4 milhões, e mais da metade do orçamento de Rio Grande da Serra, de R$ 26,9 milhões. Para se chegar a esse montante, o sindicato se baseou no salário médio dos funcionários, de R$ 2,4 mil.

O diretor do sindicato na Volkswagen, Wagner Santana, explicou que o adiantamento ocorreu mediante acordo com a empresa. A montadora não se manifestou ao ser procurada pelo Diário.

Além da Volkswagen, a General Motors, a Ford e a DaimlerChrysler – dona da Mercedes-Benz – também anteciparão o 13º salário aos seus trabalhadores. A expectativa é de que a Scania adote o mesmo procedimento. Com a medida, as cinco empresas deverão movimentar R$ 69,2 milhões, um montante 7,8% maior em relação ao ano passado quando desembolsaram R$ 64 milhões.

PLR – O sindicato também encaminhou à montadora um pedido de abertura das negociações referentes à PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) deste ano. No pleito, a entidade quer a antecipação da 1ªparcela para o 1º semestre, no valor de R$ 2,2 mil.

No entanto, Santana evitou adiantar qual será o valor reivindicado pela categoria referente à PLR. No ano passado, os funcionários da montadora entraram em greve pelo benefício e o valor de R$ 4.750 foi decidido na Justiça.


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Sindicato recua na GM e propõe licença remunerada

Após a Força Sindical atacar a proposta de diminuir a jornada de trabalho, com corte de salários, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano – vinculado à central – mudou o discurso contra a ameaça de demissões na ferramentaria da General Motors. Em vez de reduzir a carga horária, os sindicalistas querem discutir, na negociação de hoje, a possibilidade de a montadora conceder licença remunerada aos funcionários excedentes.

O encontro será às 10h e integra a série de conversações em busca de um consenso. A súbita mudança ocorreu depois de um ultimato do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho. Ele ameaçou intervir e forçar o sindicato a recuar. A situação na ferramentaria ocorre devido à ociosidade motivada pela falta de contratos de fornecimento das ferramentas usadas na produção de veículos da própria GM e de outras empresas.

"Vou insistir na proposta [de licença remunerada]. Mas as negociações estão muito difíceis", destacou o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão. Segundo ele, existem 159 excedentes no setor, sem levar em conta as adesões ao PDV (Programa de Demissões Voluntárias), encerrado quarta-feira.

O PDV atraiu 67 trabalhadores, segundo a oposição ao sindicato. Cada um receberá de três a nove salários nominais que variam conforme o tempo de serviço, e terá plano de saúde por dois meses. Para aposentados, a assistência médica é ampliada para dois anos.


Centrais sindicais fazem ato por reajuste dos aposentados

As centrais sindicais promovem na quinta-feira manifestação pelo aumento real para aposentados que ganham acima de um salário-mínimo, em São Paulo. O ato será realizado, às 10h, no Viaduto Santa Ifigênia, em frente ao INSS.

O ato será promovido por centrais como a Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores). A estimativa é de que 3 mil aposentados participem do bloco intitulado "Quero o que é meu".

Para Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, é preciso recompor o poder de compra dos aposentados, que têm necessidades básicas diferentes. "Como toda a população, eles têm despesas com habitação, lazer, alimentação, entre outros. A diferença é que gastam muito mais com planos de saúde e remédios".
Fonte: Diário do Grande ABC

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